Em 5 de maio, foram abertos os trabalhos do Clube de Leitura Universal do CIMAN Octogonal em 2025. Para a abertura, foi escolhido “Crônica de uma morte anunciada”, do renomado escritor colombiano Gabriel García Márquez, cuja escrita singular e envolvente proporcionou um terreno fértil para discussões profundas e significativas. No encontro, os participantes, alunos do Ensino Fundamental II, mergulharam na complexa teia narrativa da obra, debatendo não apenas a construção literária e o estilo jornalístico de Márquez, mas também os dilemas éticos, sociais e culturais que permeiam a trama.
A atmosfera foi de entusiasmo e acolhimento, com cada leitor trazendo suas interpretações, dúvidas e impressões, o que enriqueceu ainda mais a experiência coletiva. A leitura do romance suscitou reflexões sobre temas atemporais, como a honra, a responsabilidade coletiva e o papel da omissão diante de tragédias anunciadas. O encontro não se limitou à análise do enredo, mas também foi um espaço para conexões pessoais e interpessoais, em que a literatura serviu como ponto de partida para debates sobre a vida real.
Dias depois, em 15 de maio, alunos do 8º e 9º anos do CIMAN Cruzeiro participaram do primeiro encontro do ano do Clube do Livro da unidade. Os cerca de 30 estudantes participantes escolheram, para esta edição do clube, a obra “Chocolate quente às quintas-feiras”, da japonesa Michiko Aoyama, vencedor do 1º Prêmio Miyazakimoto. Ao sabor de chocolate quente servido na roda de conversa, eles discutiram a história do livro, com reflexões sobre relacionamentos e sobre autoconhecimento.
Em 4 de julho, os participantes do Clube de Leitura Universal tiveram a culminância do semestre letivo no encontro que debateu “Frankenstein”, de Mary Shelley. Eles assistiram ao filme baseado no livro, considerado um “cult” da sétima arte, lançado em 1931 – o que ofereceu aos alunos uma experiência cinematográfica diferenciada, ampliando seu repertório sociocultural e saindo do universo dos streamings comuns. Depois, discutiram o livro e suas diferenças em relação ao filme, especialmente como o monstro é retratado em cada obra e por que o cinema costuma alterar personagens ou enredos literários. Também conversaram sobre Mary Shelley e o papel da mulher na literatura. O encontro foi encerrado com a oficina artística “O que Somos por Fora, o que Somos por Dentro”, oportunidade de reflexão sobre identidade, aparência e julgamento, por meio da criação de máscaras.
Veja as imagens do Clube de Leitura Universal do CIMAN Octogonal.